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10 Jun 2006

Bem-Vindos ao Século XI

Escrito por 
Mergulhados nas profundezas da escuridão intelectual do século XI, descobrimos que o relatório dos Indicadores de Desenvolvimento Mundial, divulgado pelo Banco Mundial, afirma que a América Latina cresceu menos do que a África entre 1995 e 2004.

“Foram presos 497 intelectuais do Movimento de Libertação dos Sem Terra – sendo 42 menores de idade - cujo maior legado ao futuro “deste país” será a destemida invasão e destruição de parte da Câmara dos Deputados. Armados com paus, pedras, indignação filosófica e não contentes em apenas apedrejar a democracia ianque, os heróis do povo, possuídos pelo libertador espírito antiburguês e absoluta coragem revolucionária, ainda quebraram uma das portas de vidro da Câmara e viraram um veículo, no mais sensato e destemido ato contra a indústria automobilística estrangeira. Também foram alvo da bravura dos companheiros vários computadores, em nítida discordância ao poderio imperialista e ao ‘American way of life’ do consumo desenfreado pregados pela Microsoft. Cerca de 41 malignos agentes da ditadura do capital foram feridos, sendo que um dos opressores dos pobres – integrante da chamada Força de Segurança do Legislativo -, foi castigado com afundamento de crânio e está em estado grave.

O grande mártir e pensador Bruno Maranhão foi detido por aquilo que ainda resta dos sangrentos dias de chumbo. Maranhão, por ser petista desde criancinha, fazer parte da Executiva Nacional do Partido, ocupar o posto de secretário nacional de Movimentos Populares e ainda ter sido recebido no Planalto pelo “nosso Guia” Lula, foi vergonhosamente submetido aos mais graves e violentos atos contra a vida humana e seus direitos. Mas Maranhão foi além de apenas reivindicar a mudança na lei que determina que toda propriedade ocupada fica impedida por dois anos de ser vistoriada para fins de reforma agrária e cunhou a frase histórica: ‘Não somos vândalos’.”

Tal relato poderia até ser encarado como fato corriqueiro se tivesse sido escrito na idade média ou quando ainda habitávamos as cavernas. Mas na América Latina do esquerdismo revolucionário e do populismo de Chávez, Morales e Lula, do paternalismo, do nacionalismo xenófobo, do estatismo e da ditadura militar de Fidel Castro, isso é normal.

Mergulhados nas profundezas da escuridão intelectual do século XI, descobrimos que o relatório dos Indicadores de Desenvolvimento Mundial, divulgado pelo Banco Mundial, afirma que a América Latina cresceu menos do que a África entre 1995 e 2004. A África Subsaariana cresceu economicamente 3,4% ao ano e sua produção per capita aumentou 0,9%. Nas revolucionárias América Latina e Caribe a taxa de crescimento total foi de apenas 2,1% ao ano e a per capita de pífios 0,6%.

O pior de tudo é que a economia proletária cresceu menos ainda: 2% ao ano no mesmo período. Enquanto a América Latina e Caribe estacionaram no cenário econômica mundial, os africanos deram passos mais longos do que em outras épocas: 20 dos 48 países da região cresceram mais de 5% em 2004.

Aos brasileiros que possuem o mínimo de informação a respeito daquilo que é a maior tsunami de denúncias de corrupção da “história desse país”, resta a indignação de sabermos que para nós apenas restou um misto de corrupção e populismo jamais vistos. Nos restaram os da ideologia esquerdista de botequim, anacrônica, débil, inconsistente e carcomida por suas próprias mazelas até então ocultas pela clandestinidade. Nos restaram as hordas de baderneiros travestidos de movimentos sociais e suas intermináveis siglas que depredam e, aos poucos, destroem a crença na democracia. Nos resta Lula-lá que nunca sabe de nada.

E depois ainda queremos ser respeitados pelo mundo muito mais do que apenas por sermos o pais do futebol, os pentacampeões do mundo.

“Foram presos 497 intelectuais do Movimento de Libertação dos Sem Terra – sendo 42 menores de idade - cujo maior legado ao futuro “deste país” será a destemida invasão e destruição de parte da Câmara dos Deputados. Armados com paus, pedras, indignação filosófica e não contentes em apenas apedrejar a democracia ianque, os heróis do povo, possuídos pelo libertador espírito antiburguês e absoluta coragem revolucionária, ainda quebraram uma das portas de vidro da Câmara e viraram um veículo, no mais sensato e destemido ato contra a indústria automobilística estrangeira. Também foram alvo da bravura dos companheiros vários computadores, em nítida discordância ao poderio imperialista e ao ‘American way of life’ do consumo desenfreado pregados pela Microsoft. Cerca de 41 malignos agentes da ditadura do capital foram feridos, sendo que um dos opressores dos pobres – integrante da chamada Força de Segurança do Legislativo -, foi castigado com afundamento de crânio e está em estado grave.

O grande mártir e pensador Bruno Maranhão foi detido por aquilo que ainda resta dos sangrentos dias de chumbo. Maranhão, por ser petista desde criancinha, fazer parte da Executiva Nacional do Partido, ocupar o posto de secretário nacional de Movimentos Populares e ainda ter sido recebido no Planalto pelo “nosso Guia” Lula, foi vergonhosamente submetido aos mais graves e violentos atos contra a vida humana e seus direitos. Mas Maranhão foi além de apenas reivindicar a mudança na lei que determina que toda propriedade ocupada fica impedida por dois anos de ser vistoriada para fins de reforma agrária e cunhou a frase histórica: ‘Não somos vândalos’.”

Tal relato poderia até ser encarado como fato corriqueiro se tivesse sido escrito na idade média ou quando ainda habitávamos as cavernas. Mas na América Latina do esquerdismo revolucionário e do populismo de Chávez, Morales e Lula, do paternalismo, do nacionalismo xenófobo, do estatismo e da ditadura militar de Fidel Castro, isso é normal.

Mergulhados nas profundezas da escuridão intelectual do século XI, descobrimos que o relatório dos Indicadores de Desenvolvimento Mundial, divulgado pelo Banco Mundial, afirma que a América Latina cresceu menos do que a África entre 1995 e 2004. A África Subsaariana cresceu economicamente 3,4% ao ano e sua produção per capita aumentou 0,9%. Nas revolucionárias América Latina e Caribe a taxa de crescimento total foi de apenas 2,1% ao ano e a per capita de pífios 0,6%.

O pior de tudo é que a economia proletária cresceu menos ainda: 2% ao ano no mesmo período. Enquanto a América Latina e Caribe estacionaram no cenário econômica mundial, os africanos deram passos mais longos do que em outras épocas: 20 dos 48 países da região cresceram mais de 5% em 2004.

Aos brasileiros que possuem o mínimo de informação a respeito daquilo que é a maior tsunami de denúncias de corrupção da “história desse país”, resta a indignação de sabermos que para nós apenas restou um misto de corrupção e populismo jamais vistos. Nos restaram os da ideologia esquerdista de botequim, anacrônica, débil, inconsistente e carcomida por suas próprias mazelas até então ocultas pela clandestinidade. Nos restaram as hordas de baderneiros travestidos de movimentos sociais e suas intermináveis siglas que depredam e, aos poucos, destroem a crença na democracia. Nos resta Lula-lá que nunca sabe de nada.

E depois ainda queremos ser respeitados pelo mundo muito mais do que apenas por sermos o pais do futebol, os pentacampeões do mundo.

André Plácido

André Arruda Plácido nasceu em Pirajuí (SP) e é cidadão português. Reside em Londrina (PR) onde graduou-se em Relações Públicas e Teologia. Em Bauru (SP) concluiu o curso de Jornalismo. Fez especialização em Comunicação e Liderança em Missões Mundiais pelo Haggai Institute em Cingapura. É professor de comunicação, poeta, radialista, cronista e fotógrafo.

Website.: fotologue.jp/andrearrudaplacido
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