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11 Mai 2006

Capachos de Morales & Cia.

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O Brasil foi humilhado e Lula foi condescendente, fraco e inepto. Sua atitude zomba com a moral nacional.O presidente Lula parece cada vez mais perdido. Se já soava despreparado para enfrentar as sucessivas crises, denúncias e comprovações de corrupção em seu próprio governo, temos a certeza que esta realidade se transpôs para a esfera internacional. Mostrou-se, mais uma vez, líder inepto e despreparado, cercado de amadores. No comando de uma política externa delirante e errática, que desde o princípio tem se mostrado primária, colheu mais uma vez um resultado desastroso. Foi fraco e condescendente com um país estrangeiro que ocupou militarmente instalações da Petrobrás, depois de decretar a nacionalização de todas as operações de hidrocarbonetos (petróleo e gás) e quebrar contratos internacionais firmados com o governo brasileiro.

Do outro lado está o “companheiro” Evo Morales, líder cocaleiro e agora presidente da Bolívia, amparado, instigado, movido e assessorado pelo camarada Hugo Chávez, presidente da Venezuela. É bom lembrar que Morales assinou o decreto de nacionalização logo após um animado encontro com Fidel Castro e Hugo Chávez. Técnicos da PDVSA, a estatal venezuelana de petróleo, já se encontravam pela Bolívia antes do fatídico anúncio. Tudo indica um jogo de cartas marcadas onde Morales, um sujeito fraco e sem ousadia, se transformou em fantoche de Hugo Chávez na defesa de seus interesses. Assim, aos poucos a Bolívia deixará a Petrobrás e receberá de braços abertos a PDVSA.

Hugo Chávez possui uma política clara de consolidação de liderança da Venezuela na América Latina, sobrepondo-se aos demais países. Atacou soberanias nacionais apoiando candidatos populistas em países estrangeiros, financiou suas campanhas com dinheiro do petróleo e alcançou êxitos. Alguns caíram em desgraça e perderam seu apoio quando deixaram de seguir sua cartilha, enquanto outros seguem no poder. Morales é o mais novo integrante do clube e desde o princípio mostra sua lealdade ao “comandante” de Caracas, mesmo que seja contra um outro país da América Latina, como o Brasil. Neste caso em específico, tudo se torna ainda mais fácil, já que o populismo de Morales beneficia os interesses econômicos da Venezuela. Chávez, que pode ser louco, mas não é bobo, nunca rompeu um contrato com os norte-americanos, seu melhor mercado. Instigou Morales a fazê-lo com o Brasil. O venezuelano busca integração energética capitaneada pela PDVSA.

O mais lamentável é o presidente brasileiro não ter pensado em seu próprio País, inclusive desautorizando o próprio Presidente da Petrobrás, que defendia o cumprimento dos contratos. Investimentos brasileiros realizados na Bolívia, não somente pela estatal, mas por intermédio de empresas privadas, foram perdidos. A soberania brasileira foi arranhada, enquanto nosso Presidente cedia covardemente aos interesses políticos-oportunistas de Morales, chancelando uma quebra de contrato que custará muito caro aos brasileiros. Iremos pagar a Bolívia por nos causar danos e ainda oferecemos ajuda aos nossos algozes, em uma reunião de cúpula sob os auspícios de Hugo Chávez. O Brasil foi humilhado e Lula foi condescendente, fraco e inepto. Sua atitude zomba com a moral nacional. Enquanto isso, “para amenizar os efeitos da crise”, diz que a Petrobrás arcará com todos os prejuízos. Mais uma vez, quem pagará pelos prejuízos seremos nós, caros leitores, os contribuintes.

Esta parte das Américas, à exceção do Chile, parece fadada ao fracasso. Governos populistas que achincalham o Estado de Direito, dilaceram os cofres públicos e mantém populações na miséria no intuito de se perpetuarem no poder deveriam ser banidos. A população, que paga pesados impostos e sustenta uma camada política corrupta que usa o Estado em sua própria benesse, está cada vez mais descrente. Grande parte dos melhores cientistas, intelectuais, executivos, empresários, ao invés de brigar pelo Brasil e suas pátrias, decidem lutar pela sua própria vida, em outras nações do planeta, simplesmente porque o seu país deixou de brigar por eles. Enquanto a população não acordar e enxergar o óbvio, este estado de coisas se perpetuará, mensaleiros continuarão no poder, CPI’s terminarão em pizza, Presidentes alegarão que nada sabem, corruptos gerenciarão o Estado e ineptos serão eleitos e reeleitos. Seremos capachos de Morales, Chávez e cia. Isto tem que mudar.
O presidente Lula parece cada vez mais perdido. Se já soava despreparado para enfrentar as sucessivas crises, denúncias e comprovações de corrupção em seu próprio governo, temos a certeza que esta realidade se transpôs para a esfera internacional. Mostrou-se, mais uma vez, líder inepto e despreparado, cercado de amadores. No comando de uma política externa delirante e errática, que desde o princípio tem se mostrado primária, colheu mais uma vez um resultado desastroso. Foi fraco e condescendente com um país estrangeiro que ocupou militarmente instalações da Petrobrás, depois de decretar a nacionalização de todas as operações de hidrocarbonetos (petróleo e gás) e quebrar contratos internacionais firmados com o governo brasileiro.

Do outro lado está o “companheiro” Evo Morales, líder cocaleiro e agora presidente da Bolívia, amparado, instigado, movido e assessorado pelo camarada Hugo Chávez, presidente da Venezuela. É bom lembrar que Morales assinou o decreto de nacionalização logo após um animado encontro com Fidel Castro e Hugo Chávez. Técnicos da PDVSA, a estatal venezuelana de petróleo, já se encontravam pela Bolívia antes do fatídico anúncio. Tudo indica um jogo de cartas marcadas onde Morales, um sujeito fraco e sem ousadia, se transformou em fantoche de Hugo Chávez na defesa de seus interesses. Assim, aos poucos a Bolívia deixará a Petrobrás e receberá de braços abertos a PDVSA.

Hugo Chávez possui uma política clara de consolidação de liderança da Venezuela na América Latina, sobrepondo-se aos demais países. Atacou soberanias nacionais apoiando candidatos populistas em países estrangeiros, financiou suas campanhas com dinheiro do petróleo e alcançou êxitos. Alguns caíram em desgraça e perderam seu apoio quando deixaram de seguir sua cartilha, enquanto outros seguem no poder. Morales é o mais novo integrante do clube e desde o princípio mostra sua lealdade ao “comandante” de Caracas, mesmo que seja contra um outro país da América Latina, como o Brasil. Neste caso em específico, tudo se torna ainda mais fácil, já que o populismo de Morales beneficia os interesses econômicos da Venezuela. Chávez, que pode ser louco, mas não é bobo, nunca rompeu um contrato com os norte-americanos, seu melhor mercado. Instigou Morales a fazê-lo com o Brasil. O venezuelano busca integração energética capitaneada pela PDVSA.

O mais lamentável é o presidente brasileiro não ter pensado em seu próprio País, inclusive desautorizando o próprio Presidente da Petrobrás, que defendia o cumprimento dos contratos. Investimentos brasileiros realizados na Bolívia, não somente pela estatal, mas por intermédio de empresas privadas, foram perdidos. A soberania brasileira foi arranhada, enquanto nosso Presidente cedia covardemente aos interesses políticos-oportunistas de Morales, chancelando uma quebra de contrato que custará muito caro aos brasileiros. Iremos pagar a Bolívia por nos causar danos e ainda oferecemos ajuda aos nossos algozes, em uma reunião de cúpula sob os auspícios de Hugo Chávez. O Brasil foi humilhado e Lula foi condescendente, fraco e inepto. Sua atitude zomba com a moral nacional. Enquanto isso, “para amenizar os efeitos da crise”, diz que a Petrobrás arcará com todos os prejuízos. Mais uma vez, quem pagará pelos prejuízos seremos nós, caros leitores, os contribuintes.

Esta parte das Américas, à exceção do Chile, parece fadada ao fracasso. Governos populistas que achincalham o Estado de Direito, dilaceram os cofres públicos e mantém populações na miséria no intuito de se perpetuarem no poder deveriam ser banidos. A população, que paga pesados impostos e sustenta uma camada política corrupta que usa o Estado em sua própria benesse, está cada vez mais descrente. Grande parte dos melhores cientistas, intelectuais, executivos, empresários, ao invés de brigar pelo Brasil e suas pátrias, decidem lutar pela sua própria vida, em outras nações do planeta, simplesmente porque o seu país deixou de brigar por eles. Enquanto a população não acordar e enxergar o óbvio, este estado de coisas se perpetuará, mensaleiros continuarão no poder, CPI’s terminarão em pizza, Presidentes alegarão que nada sabem, corruptos gerenciarão o Estado e ineptos serão eleitos e reeleitos. Seremos capachos de Morales, Chávez e cia. Isto tem que mudar.
Márcio Coimbra

Márcio Chalegre Coimbra, é advogado, sócio da Governale - Políticas Públicas e Relações Institucionais (www.governale.com.br). Habilitado em Direito Mercantil pela Unisinos. Professor de Direito Constitucional e Internacional do UniCEUB – Centro Universitário de Brasília. PIL pela Harvard Law School. MBA em Direito Econômico pela Fundação Getúlio Vargas. Especialista em Direito Internacional pela UFRGS. Vice-Presidente do Conil-Conselho Nacional dos Institutos Liberais pelo Distrito Federal. Sócio do IEE - Instituto de Estudos Empresariais. É editor do site Parlata (www.parlata.com.br) articulista semanal do site www.diegocasagrande.com.br e www.direito.com.br. Tem artigos e entrevistas publicadas em diversos sites nacionais e estrangeiros (www.urgente24.tv e www.hacer.org) e jornais brasileiros como Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Zero Hora, Jornal de Brasília, Correio Braziliense, O Estado do Maranhão, Diário Catarinense, Gazeta do Paraná, O Tempo (MG), Hoje em Dia, Jornal do Tocantins, Correio da Paraíba e A Gazeta do Acre. É autor do livro “A Recuperação da Empresa: Regimes Jurídicos brasileiro e norte-americano”, Ed. Síntese - IOB Thomson (www.sintese.com).

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