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24 Abr 2006

O Nome é José

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O Brasil necessita de um choque de gestão, organização e racionalidade administrativa para o Estado.

Em diversas democracias mundiais, e em especial nas européias, vem consolidando-se aos poucos uma aliança entre social-democratas e liberais. É uma convergência ao centro no espectro político. Esta tendência parece ter chegado ao Brasil na eleição de 1994, quando Fernando Henrique Cardoso foi eleito por meio da aliança entre PSDB e PFL. Apesar de muitos questionarem o PFL como um autêntico representante libertário e os tucanos acusados de serem demasiadamente intervencionistas, o fato é que esta aliança consolidou-se no poder durante dois mandatos presidenciais e operou mudanças profundas. A mais marcante foi a introdução de um modelo de Estado regulador, chamado na Europa, especialmente na Alemanha, de “economia social de mercado” em substituição a antiga visão de alta intervenção do Estado na economia.

Esta aliança sofreu um revés em 2002, durante a eleição presidencial. O PSDB preferiu a aliança com o PMDB, enquanto o PFL antevia a possibilidade de vitória com uma candidatura própria. Ambos saíram derrotados. Apesar da enorme onda vermelha que cobriu o País durante a campanha, a história poderia ter sido outra se a aliança não tivesse sido interrompida. Entretanto, foi vitoriosa em alguns Estados. São Paulo foi o melhor exemplo. Geraldo Alckmin e Cláudio Lembo foram eleitos, apesar da enorme onda em favor de Lula. Um dos principais líderes do petismo nacional, José Genoíno, saiu vencido pela chapa PSDB/PFL.

Depois de escolhido candidato à Presidência da República pelo PSDB, o ex-governador Geraldo Alckmin ponderou que o melhor caminho seria uma nova composição com os liberais. Além da parceria realizada em diversos governos estaduais e em dois mandatos presidenciais, PSDB e PFL foram nitidamente os dois principais partidos de oposição durante o mandato do presidente Lula, formaram o mais duro núcleo oposicionista nas diversas CPI’s que desnudaram a corrupção endêmica na administração petista no Palácio do Planalto. Naturalmente mais uma vez se impunha a aliança entre social-democratas e liberais.

Hoje busca-se um nome do PFL para compor a chapa presidencial com Geraldo Alckmin. Em princípio surgiram três nomes: José Agripino Maia, José Jorge e José Thomaz Nonô. Três pefelistas de nome José e nordestinos, onde Geraldo Alckmin ainda apresenta alto grau de desconhecimento e, portanto, índices tímidos nas sondagens eleitorais. Os três Josés, respectivamente do Rio Grande do Norte, de Pernambuco e das Alagoas, possuem credenciais para pleitear o lugar ao lado do ex-governador paulista, entretanto, tudo indica que a disputa pode ter se polarizado entre José Agripino e José Jorge.

Argumenta-se que José Agripino está em meio de mandato no Senado, enquanto José Jorge termina o seu em 2006, assim, teria preferência em relação colega do Rio Grande do Norte. Diz-se também que José Jorge já desistiu de disputar reeleição ao Senado, abrindo caminho para Jarbas Vanconselos, ex-governador. Deputado por quatro legislaturas e ex-presidente do PFL, José Jorge foi ministro das Minas e Energia em um período conturbado, exatamente durante a crise do “apagão”, na administração de FHC, algo que pode gerar enorme desgaste para chapa de Alckmin. José Agripino, apesar de possuir mais quatro anos de Senado, mostrou especialmente durante a administração petista, na condição de líder do PFL, ser um político de diálogo e trânsito, combativo, mas ao mesmo tempo, ponderado, algo que deve ser considerado na condição de Vice-Presidente e eventualmente no exercício da Presidência. Vale também sua experiência administrativa, pois já foi prefeito de Natal, Governador do Rio Grande do Norte por duas vezes e está no terceiro mandato de Senador da República.

O Brasil necessita de um choque de gestão, organização e racionalidade administrativa para o Estado. Busca-se, sem sombra de dúvida, além do combate aos desvios de dinheiro público, diminuição dos impostos, menos burocracia, mais liberdade para empreender e diálogo no Congresso Nacional com vistas a aprovação de reformas que modernizem o Estado brasileiro e retirem o País da letargia em que se encontra. O papel da Vice-Presidência é fundamental exercer o diálogo, articular e ponderar. O PFL tem o nome certo para acompanhar Geraldo Alckmin na campanha, angariando os votos necessários para virar o quadro no Nordeste e para garantir a presença de uma voz experiente e afinada com o ex-governador paulista no Planalto em caso de vitória. Sabemos que o nome dele é José, entretanto a experiência política demonstra que não há mais do que uma opção correta. Resta ao PFL decidir. Com a palavra, os liberais.

Em diversas democracias mundiais, e em especial nas européias, vem consolidando-se aos poucos uma aliança entre social-democratas e liberais. É uma convergência ao centro no espectro político. Esta tendência parece ter chegado ao Brasil na eleição de 1994, quando Fernando Henrique Cardoso foi eleito por meio da aliança entre PSDB e PFL. Apesar de muitos questionarem o PFL como um autêntico representante libertário e os tucanos acusados de serem demasiadamente intervencionistas, o fato é que esta aliança consolidou-se no poder durante dois mandatos presidenciais e operou mudanças profundas. A mais marcante foi a introdução de um modelo de Estado regulador, chamado na Europa, especialmente na Alemanha, de “economia social de mercado” em substituição a antiga visão de alta intervenção do Estado na economia.

Esta aliança sofreu um revés em 2002, durante a eleição presidencial. O PSDB preferiu a aliança com o PMDB, enquanto o PFL antevia a possibilidade de vitória com uma candidatura própria. Ambos saíram derrotados. Apesar da enorme onda vermelha que cobriu o País durante a campanha, a história poderia ter sido outra se a aliança não tivesse sido interrompida. Entretanto, foi vitoriosa em alguns Estados. São Paulo foi o melhor exemplo. Geraldo Alckmin e Cláudio Lembo foram eleitos, apesar da enorme onda em favor de Lula. Um dos principais líderes do petismo nacional, José Genoíno, saiu vencido pela chapa PSDB/PFL.

Depois de escolhido candidato à Presidência da República pelo PSDB, o ex-governador Geraldo Alckmin ponderou que o melhor caminho seria uma nova composição com os liberais. Além da parceria realizada em diversos governos estaduais e em dois mandatos presidenciais, PSDB e PFL foram nitidamente os dois principais partidos de oposição durante o mandato do presidente Lula, formaram o mais duro núcleo oposicionista nas diversas CPI’s que desnudaram a corrupção endêmica na administração petista no Palácio do Planalto. Naturalmente mais uma vez se impunha a aliança entre social-democratas e liberais.

Hoje busca-se um nome do PFL para compor a chapa presidencial com Geraldo Alckmin. Em princípio surgiram três nomes: José Agripino Maia, José Jorge e José Thomaz Nonô. Três pefelistas de nome José e nordestinos, onde Geraldo Alckmin ainda apresenta alto grau de desconhecimento e, portanto, índices tímidos nas sondagens eleitorais. Os três Josés, respectivamente do Rio Grande do Norte, de Pernambuco e das Alagoas, possuem credenciais para pleitear o lugar ao lado do ex-governador paulista, entretanto, tudo indica que a disputa pode ter se polarizado entre José Agripino e José Jorge.

Argumenta-se que José Agripino está em meio de mandato no Senado, enquanto José Jorge termina o seu em 2006, assim, teria preferência em relação colega do Rio Grande do Norte. Diz-se também que José Jorge já desistiu de disputar reeleição ao Senado, abrindo caminho para Jarbas Vanconselos, ex-governador. Deputado por quatro legislaturas e ex-presidente do PFL, José Jorge foi ministro das Minas e Energia em um período conturbado, exatamente durante a crise do “apagão”, na administração de FHC, algo que pode gerar enorme desgaste para chapa de Alckmin. José Agripino, apesar de possuir mais quatro anos de Senado, mostrou especialmente durante a administração petista, na condição de líder do PFL, ser um político de diálogo e trânsito, combativo, mas ao mesmo tempo, ponderado, algo que deve ser considerado na condição de Vice-Presidente e eventualmente no exercício da Presidência. Vale também sua experiência administrativa, pois já foi prefeito de Natal, Governador do Rio Grande do Norte por duas vezes e está no terceiro mandato de Senador da República.

O Brasil necessita de um choque de gestão, organização e racionalidade administrativa para o Estado. Busca-se, sem sombra de dúvida, além do combate aos desvios de dinheiro público, diminuição dos impostos, menos burocracia, mais liberdade para empreender e diálogo no Congresso Nacional com vistas a aprovação de reformas que modernizem o Estado brasileiro e retirem o País da letargia em que se encontra. O papel da Vice-Presidência é fundamental exercer o diálogo, articular e ponderar. O PFL tem o nome certo para acompanhar Geraldo Alckmin na campanha, angariando os votos necessários para virar o quadro no Nordeste e para garantir a presença de uma voz experiente e afinada com o ex-governador paulista no Planalto em caso de vitória. Sabemos que o nome dele é José, entretanto a experiência política demonstra que não há mais do que uma opção correta. Resta ao PFL decidir. Com a palavra, os liberais.

Márcio Coimbra

Márcio Chalegre Coimbra, é advogado, sócio da Governale - Políticas Públicas e Relações Institucionais (www.governale.com.br). Habilitado em Direito Mercantil pela Unisinos. Professor de Direito Constitucional e Internacional do UniCEUB – Centro Universitário de Brasília. PIL pela Harvard Law School. MBA em Direito Econômico pela Fundação Getúlio Vargas. Especialista em Direito Internacional pela UFRGS. Vice-Presidente do Conil-Conselho Nacional dos Institutos Liberais pelo Distrito Federal. Sócio do IEE - Instituto de Estudos Empresariais. É editor do site Parlata (www.parlata.com.br) articulista semanal do site www.diegocasagrande.com.br e www.direito.com.br. Tem artigos e entrevistas publicadas em diversos sites nacionais e estrangeiros (www.urgente24.tv e www.hacer.org) e jornais brasileiros como Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Zero Hora, Jornal de Brasília, Correio Braziliense, O Estado do Maranhão, Diário Catarinense, Gazeta do Paraná, O Tempo (MG), Hoje em Dia, Jornal do Tocantins, Correio da Paraíba e A Gazeta do Acre. É autor do livro “A Recuperação da Empresa: Regimes Jurídicos brasileiro e norte-americano”, Ed. Síntese - IOB Thomson (www.sintese.com).

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