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24 Fev 2006

O Fator Rigotto

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Uma perspectiva interessante é traçada pela presença da eventual candidatura de Germano Rigotto pelo PMDB ao Palácio do Planalto.

Enquanto os partidos ainda decidem os nomes de seus candidatos e as pesquisas de opinião realizam fotografias da tendência do eleitorado para a eleição presidencial, os diversos cenários possíveis continuam sendo analisados. Uma perspectiva interessante é traçada pela presença da eventual candidatura de Germano Rigotto pelo PMDB ao Palácio do Planalto. O Governador do Rio Grande do Sul, dependendo do cenário, pode se tornar um sério postulante à Presidência da República.

Rigotto busca se consolidar como a terceira-via na eleição presidencial, repetindo o feito da campanha ao governo do Rio Grande do Sul em 2002. Sua estratégia está em situar-se entre tucanos e petistas, passando ao largo da rixa entre os dois partidos e conseqüentemente consolidar-se como o nome capaz de unir e pacificar a situação política. O Governador gaúcho precisa, entretanto, de uma situação capaz de viabilizar sua estratégia. O ponto central está desenhado na rejeição, ou potencial de rejeição dos postulantes de PSDB e PT, como forma de viabilizar o surgimento de seu nome como uma terceira-via. No Rio Grande Sul funcionou, pois Rigotto viabilizou-se entre a rejeição ao petismo que governava o Estado, materializado no nome de Tarso Genro, e a aquela angariada pelo antigo governador Antônio Britto. O Governador do PMDB precisa de um cenário similar para emplacar sua estratégia com chances reais de vitória.

Assim, o cenário mais favorável para Rigotto será aquele em que os postulantes sejam candidatos com alto grau ou potencial de rejeição. A presença do presidente Lula como candidato forma metade do tabuleiro perfeito para o Governador, entretanto, o problema está na formação da outra metade. O ideal para Rigotto é o PSDB lançar a candidatura do prefeito José Serra. O tucano iniciou a eleição presidencial de 2002 com 32% de rejeição, sendo alçado a 46% no final do pleito. Como o presidente Lula aparece nas pesquisas atuais como o segundo candidato com maior rejeição, com 30%, perdendo apenas para Garotinho, que possui 37%, a polarização Lula versus Serra se torna a mais convidativa para construção do projeto de vitória de Rigotto, pois ambos tem grande potencial de rejeição a ser explorado. A polarização da campanha entre dois candidatos com alta rejeição, abre caminho para a terceira-via representada pelo Governador gaúcho.

O caminho de Rigotto pode ser dificultado, entretanto, com a eventual indicação do governador Geraldo Alckmin para disputar a Presidência pelo PSDB. O Governador de São Paulo possui um índice de rejeição similar ao de Rigotto, por volta de 15% do eleitorado, e representa uma candidatura com melhor aceitação na classe média do que Serra. O estilo sereno e conservador de Alckmin também pode atrapalhar os planos do Governador gaúcho, pois o paulista consegue angariar em torno de si, tanto os votos de Serra, como os eventuais e preciosos votos que poderiam desaguar em uma terceira-via, afetando de forma fatal os planos de Rigotto, correndo este, neste contexto, risco de cristianização.

O fator Rigotto deve ser analisado com seriedade em todos os cenários, entretanto, suas maiores chances estão ligadas a polarização eleitoral entre dois candidatos com forte rejeição, onde seu nome pode se fortalecer e se tornar “a ponte por onde todos irão atravessar”. Até lá, contudo, o Governador do Rio Grande do Sul tem muito trabalho pela frente, especialmente na convenção do PMDB, onde tende a se fortalecer como o nome de candidato do partido, pois consegue aproximar seus correligionários e aqueles que ainda poderiam buscar uma composição com o PT. Seu oponente, Garotinho, é um cristão novo no partido, possui alta rejeição no eleitorado e sua eventual administração pode se tornar um “governo Garotinho” ou invés de um “governo do PMDB”. Rigotto, assim como Alckmin, tem se mostrado um político hábil, capaz de articular, contornar e enfrentar resistências internas. Se apresentar as mesmas qualidades no pleito presidencial, pode ser a grande surpresa desta eleição. O fator Rigotto pode fazer a diferença que este pleito necessita.

Enquanto os partidos ainda decidem os nomes de seus candidatos e as pesquisas de opinião realizam fotografias da tendência do eleitorado para a eleição presidencial, os diversos cenários possíveis continuam sendo analisados. Uma perspectiva interessante é traçada pela presença da eventual candidatura de Germano Rigotto pelo PMDB ao Palácio do Planalto. O Governador do Rio Grande do Sul, dependendo do cenário, pode se tornar um sério postulante à Presidência da República.

Rigotto busca se consolidar como a terceira-via na eleição presidencial, repetindo o feito da campanha ao governo do Rio Grande do Sul em 2002. Sua estratégia está em situar-se entre tucanos e petistas, passando ao largo da rixa entre os dois partidos e conseqüentemente consolidar-se como o nome capaz de unir e pacificar a situação política. O Governador gaúcho precisa, entretanto, de uma situação capaz de viabilizar sua estratégia. O ponto central está desenhado na rejeição, ou potencial de rejeição dos postulantes de PSDB e PT, como forma de viabilizar o surgimento de seu nome como uma terceira-via. No Rio Grande Sul funcionou, pois Rigotto viabilizou-se entre a rejeição ao petismo que governava o Estado, materializado no nome de Tarso Genro, e a aquela angariada pelo antigo governador Antônio Britto. O Governador do PMDB precisa de um cenário similar para emplacar sua estratégia com chances reais de vitória.

Assim, o cenário mais favorável para Rigotto será aquele em que os postulantes sejam candidatos com alto grau ou potencial de rejeição. A presença do presidente Lula como candidato forma metade do tabuleiro perfeito para o Governador, entretanto, o problema está na formação da outra metade. O ideal para Rigotto é o PSDB lançar a candidatura do prefeito José Serra. O tucano iniciou a eleição presidencial de 2002 com 32% de rejeição, sendo alçado a 46% no final do pleito. Como o presidente Lula aparece nas pesquisas atuais como o segundo candidato com maior rejeição, com 30%, perdendo apenas para Garotinho, que possui 37%, a polarização Lula versus Serra se torna a mais convidativa para construção do projeto de vitória de Rigotto, pois ambos tem grande potencial de rejeição a ser explorado. A polarização da campanha entre dois candidatos com alta rejeição, abre caminho para a terceira-via representada pelo Governador gaúcho.

O caminho de Rigotto pode ser dificultado, entretanto, com a eventual indicação do governador Geraldo Alckmin para disputar a Presidência pelo PSDB. O Governador de São Paulo possui um índice de rejeição similar ao de Rigotto, por volta de 15% do eleitorado, e representa uma candidatura com melhor aceitação na classe média do que Serra. O estilo sereno e conservador de Alckmin também pode atrapalhar os planos do Governador gaúcho, pois o paulista consegue angariar em torno de si, tanto os votos de Serra, como os eventuais e preciosos votos que poderiam desaguar em uma terceira-via, afetando de forma fatal os planos de Rigotto, correndo este, neste contexto, risco de cristianização.

O fator Rigotto deve ser analisado com seriedade em todos os cenários, entretanto, suas maiores chances estão ligadas a polarização eleitoral entre dois candidatos com forte rejeição, onde seu nome pode se fortalecer e se tornar “a ponte por onde todos irão atravessar”. Até lá, contudo, o Governador do Rio Grande do Sul tem muito trabalho pela frente, especialmente na convenção do PMDB, onde tende a se fortalecer como o nome de candidato do partido, pois consegue aproximar seus correligionários e aqueles que ainda poderiam buscar uma composição com o PT. Seu oponente, Garotinho, é um cristão novo no partido, possui alta rejeição no eleitorado e sua eventual administração pode se tornar um “governo Garotinho” ou invés de um “governo do PMDB”. Rigotto, assim como Alckmin, tem se mostrado um político hábil, capaz de articular, contornar e enfrentar resistências internas. Se apresentar as mesmas qualidades no pleito presidencial, pode ser a grande surpresa desta eleição. O fator Rigotto pode fazer a diferença que este pleito necessita.

Márcio Coimbra

Márcio Chalegre Coimbra, é advogado, sócio da Governale - Políticas Públicas e Relações Institucionais (www.governale.com.br). Habilitado em Direito Mercantil pela Unisinos. Professor de Direito Constitucional e Internacional do UniCEUB – Centro Universitário de Brasília. PIL pela Harvard Law School. MBA em Direito Econômico pela Fundação Getúlio Vargas. Especialista em Direito Internacional pela UFRGS. Vice-Presidente do Conil-Conselho Nacional dos Institutos Liberais pelo Distrito Federal. Sócio do IEE - Instituto de Estudos Empresariais. É editor do site Parlata (www.parlata.com.br) articulista semanal do site www.diegocasagrande.com.br e www.direito.com.br. Tem artigos e entrevistas publicadas em diversos sites nacionais e estrangeiros (www.urgente24.tv e www.hacer.org) e jornais brasileiros como Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Zero Hora, Jornal de Brasília, Correio Braziliense, O Estado do Maranhão, Diário Catarinense, Gazeta do Paraná, O Tempo (MG), Hoje em Dia, Jornal do Tocantins, Correio da Paraíba e A Gazeta do Acre. É autor do livro “A Recuperação da Empresa: Regimes Jurídicos brasileiro e norte-americano”, Ed. Síntese - IOB Thomson (www.sintese.com).

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