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02 Fev 2006

As Pernas da Mentira

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Recorte e guarde este artigo. Ele o ajudará a verificar, mais tarde, o quanto encolheram as pernas da mentira.Chuvas benfazejas caíram abundantes sobre praticamente todo o território gaúcho nas últimas duas semanas. Tudo faz crer que elas afastam o risco de uma estiagem semelhante à que derrubou o PIB gaúcho em 2005. Suponhamos que seja de fato assim. Chuvas regulares. Safras dentro dos padrões esperados. Razoáveis preços internacionais para as commodities agrícolas. O resultado dessa combinação será um salto positivo no PÌB estadual que, muito provavelmente, dado o tombo ocorrido no ano passado, crescerá acima da média nacional.

O Rio Grande festejou essas águas de janeiro, vindas após abrasadores e assustares dias quentes e secos. Mas essas mesmas chuvas, tendo a crer, deixaram alguns assustados. Refiro-me aos que, nas últimas semanas do ano passado, discursaram sobre o mau desempenho da economia estadual como se houvesse chovido bastante e a queda do PIB em 2005 tivesse sido causada pelo "tarifaço" vigente a partir de abril. Era uma forma de aliviar as responsabilidades de São Pedro pela estiagem e de São Lula e de São Palocci pelo câmbio e pela taxa de juros.

Atribuir a queda do PIB gaúcho ao aumento de alguns impostos constituía um disparate que qualquer pessoa minimamente informada sobre os números do Estado podia identificar. O PIB gaúcho é de 152 bilhões de reais. A perda de 4,8% representou, portanto, um dano de oito bilhões. É preciso respeitar muito pouco a inteligência alheia para afirmar que um aumento de cinco pontos percentuais sobre comunicações e energia elétrica não industrial, e de 4 pontos percentuais sobre gasolina e álcool combustível pudesse representar uma queda de oito bilhões de reais no PIB e uma perda  média, portanto, de 700 reais na renda anual dos 11 milhões de habitantes deste estado, quer sejam homens, mulheres, crianças eu bebês.  Não basta achar que os outros são tolos. É preciso também ser tolo para fazer uma afirmação dessas.

No entanto, repetiram-no até que muitos creram. Os mal-aventurados não viram, não fizeram as contas, mas creram. Pois eis que choveu por vários dias em quase todo o Rio Grande do Sul. E choveu assustadoramente para os que terão que se haver com a própria mistificação dentro de alguns meses. Recorte e guarde este artigo. Ele o ajudará a verificar, mais tarde, o quanto encolheram as pernas da mentira.
Chuvas benfazejas caíram abundantes sobre praticamente todo o território gaúcho nas últimas duas semanas. Tudo faz crer que elas afastam o risco de uma estiagem semelhante à que derrubou o PIB gaúcho em 2005. Suponhamos que seja de fato assim. Chuvas regulares. Safras dentro dos padrões esperados. Razoáveis preços internacionais para as commodities agrícolas. O resultado dessa combinação será um salto positivo no PÌB estadual que, muito provavelmente, dado o tombo ocorrido no ano passado, crescerá acima da média nacional.

O Rio Grande festejou essas águas de janeiro, vindas após abrasadores e assustares dias quentes e secos. Mas essas mesmas chuvas, tendo a crer, deixaram alguns assustados. Refiro-me aos que, nas últimas semanas do ano passado, discursaram sobre o mau desempenho da economia estadual como se houvesse chovido bastante e a queda do PIB em 2005 tivesse sido causada pelo "tarifaço" vigente a partir de abril. Era uma forma de aliviar as responsabilidades de São Pedro pela estiagem e de São Lula e de São Palocci pelo câmbio e pela taxa de juros.

Atribuir a queda do PIB gaúcho ao aumento de alguns impostos constituía um disparate que qualquer pessoa minimamente informada sobre os números do Estado podia identificar. O PIB gaúcho é de 152 bilhões de reais. A perda de 4,8% representou, portanto, um dano de oito bilhões. É preciso respeitar muito pouco a inteligência alheia para afirmar que um aumento de cinco pontos percentuais sobre comunicações e energia elétrica não industrial, e de 4 pontos percentuais sobre gasolina e álcool combustível pudesse representar uma queda de oito bilhões de reais no PIB e uma perda  média, portanto, de 700 reais na renda anual dos 11 milhões de habitantes deste estado, quer sejam homens, mulheres, crianças eu bebês.  Não basta achar que os outros são tolos. É preciso também ser tolo para fazer uma afirmação dessas.

No entanto, repetiram-no até que muitos creram. Os mal-aventurados não viram, não fizeram as contas, mas creram. Pois eis que choveu por vários dias em quase todo o Rio Grande do Sul. E choveu assustadoramente para os que terão que se haver com a própria mistificação dentro de alguns meses. Recorte e guarde este artigo. Ele o ajudará a verificar, mais tarde, o quanto encolheram as pernas da mentira.
Percival Puggina

O Prof. Percival Puggina formou-se em arquitetura pela UFRGS em 1968 e atuou durante 17 anos como técnico e coordenador de projetos do grupo Montreal Engenharia e da Internacional de Engenharia AS. Em 1985 começou a se dedicar a atividades políticas. Preocupado com questões doutrinárias, criou e preside, desde 1996, a Fundação Tarso Dutra de Estudos Políticos e Administração Pública, órgão do PP/RS. Faz parte do diretório metropolitano do partido, de cuja executiva é 1º Vice-presidente, e é membro do diretório e da executiva estadual do PP e integra o diretório nacional.

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