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24 Jan 2006

Coelhos Falantes

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O sujeito fala, fala, fala, desperta uma notável simpatia (porque os problemas a respeito dos quais ele tagarela incomodam a todos), mas é incapaz de sugerir uma única solução para tais dificuldades.Se o leitor já teve ou tem sob sua responsabilidade a gestão de alguma empresa, instituição ou atividade saberá, por certo, o valor de uma boa solução quando se tem algum problema. Aliás, essa mesma experiência poderá ser relatada por quem haja superado qualquer dificuldade importante.

Por isso, me espanta certa política que se resume a discursar sobre problemas. Imagine o que aconteceria numa empresa que convocasse seus acionistas para ouvir a diretoria espinafrar as dificuldades tecnológicas, desancar a concorrência, reclamar dos salários, etc.. Em pouco tempo estariam todos na calçada, bilhete-azul na mão, porque papagaio não ganha contracheque.

Na política, contudo, essa tagarelice produz, anos a fio, dividendos eleitorais. O sujeito fala, fala, fala, desperta uma notável simpatia (porque os problemas a respeito dos quais ele tagarela incomodam a todos), mas é incapaz de sugerir uma única solução para tais dificuldades. Volta e meia surgem na imprensa manifestos, declarações, cartas "tiradas" em eventos daqui e dali, não raro subscritas por eminentes personalidades, desancando problemas. E a coisa mais rara do mundo é se ver uma linha apontando soluções que possam ser consideradas viáveis, originais ou suficientes.

Mas os sedutores Coelhos Falantes tomam suas Alices pela mão e as conduzem ao País das Maravilhas, onde os problemas desaparecem apenas com enunciá-los e onde as palavras têm o poder de mudar os fatos. Lula e seu partido eram e continuam craques nisso. Depois de discursarem duas décadas contra qualquer um que tivesse a caneta na mão, chegaram ao poder sem um projetinho sequer para o país. Quando veio à tona o maior escândalo ocorrido na Terra de Santa Cruz desde que Cabral lançou âncoras em nossas areias, os Coelhos Falantes disseram para Alice que não existiu mensalão e que foi tudo traição de algum valete desconhecido.

Há alguns anos, perguntaram a um candidato a governador de onde viria o dinheiro para levar Alice ao Estado das Maravilhas. Resposta de Sua Alteza: sem andar de helicóptero e sem gastar em propaganda. Pois é. Dentro de alguns meses, os Coelhos Falantes reaparecerão. Você aprenderá com eles que o problema da habitação se resolve construindo casas; o do emprego, desenvolvendo as empresas; o da seca, com irrigação e seguro agrícola; o do salário, com aumentos dignos; o da saúde, com verbas; e o da fome, com três refeições por dia para todos. Oba!
Se o leitor já teve ou tem sob sua responsabilidade a gestão de alguma empresa, instituição ou atividade saberá, por certo, o valor de uma boa solução quando se tem algum problema. Aliás, essa mesma experiência poderá ser relatada por quem haja superado qualquer dificuldade importante.

Por isso, me espanta certa política que se resume a discursar sobre problemas. Imagine o que aconteceria numa empresa que convocasse seus acionistas para ouvir a diretoria espinafrar as dificuldades tecnológicas, desancar a concorrência, reclamar dos salários, etc.. Em pouco tempo estariam todos na calçada, bilhete-azul na mão, porque papagaio não ganha contracheque.

Na política, contudo, essa tagarelice produz, anos a fio, dividendos eleitorais. O sujeito fala, fala, fala, desperta uma notável simpatia (porque os problemas a respeito dos quais ele tagarela incomodam a todos), mas é incapaz de sugerir uma única solução para tais dificuldades. Volta e meia surgem na imprensa manifestos, declarações, cartas "tiradas" em eventos daqui e dali, não raro subscritas por eminentes personalidades, desancando problemas. E a coisa mais rara do mundo é se ver uma linha apontando soluções que possam ser consideradas viáveis, originais ou suficientes.

Mas os sedutores Coelhos Falantes tomam suas Alices pela mão e as conduzem ao País das Maravilhas, onde os problemas desaparecem apenas com enunciá-los e onde as palavras têm o poder de mudar os fatos. Lula e seu partido eram e continuam craques nisso. Depois de discursarem duas décadas contra qualquer um que tivesse a caneta na mão, chegaram ao poder sem um projetinho sequer para o país. Quando veio à tona o maior escândalo ocorrido na Terra de Santa Cruz desde que Cabral lançou âncoras em nossas areias, os Coelhos Falantes disseram para Alice que não existiu mensalão e que foi tudo traição de algum valete desconhecido.

Há alguns anos, perguntaram a um candidato a governador de onde viria o dinheiro para levar Alice ao Estado das Maravilhas. Resposta de Sua Alteza: sem andar de helicóptero e sem gastar em propaganda. Pois é. Dentro de alguns meses, os Coelhos Falantes reaparecerão. Você aprenderá com eles que o problema da habitação se resolve construindo casas; o do emprego, desenvolvendo as empresas; o da seca, com irrigação e seguro agrícola; o do salário, com aumentos dignos; o da saúde, com verbas; e o da fome, com três refeições por dia para todos. Oba!
Percival Puggina

O Prof. Percival Puggina formou-se em arquitetura pela UFRGS em 1968 e atuou durante 17 anos como técnico e coordenador de projetos do grupo Montreal Engenharia e da Internacional de Engenharia AS. Em 1985 começou a se dedicar a atividades políticas. Preocupado com questões doutrinárias, criou e preside, desde 1996, a Fundação Tarso Dutra de Estudos Políticos e Administração Pública, órgão do PP/RS. Faz parte do diretório metropolitano do partido, de cuja executiva é 1º Vice-presidente, e é membro do diretório e da executiva estadual do PP e integra o diretório nacional.

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