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17 Dez 2005

Exterminadores do Futuro

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Deve ser por conta de toda a falcatrua descoberta ao longo dos últimos meses no governo(?) petista que nem mesmo os filiados do partido ainda acreditam em sua antes messiânica legenda.

Stanley “Tookie” Williams, acusado de assassinar quatro pessoas há 26 anos, foi executado pelo Estado da Califórnia com uma injeção letal. Seus executores atrasaram sua morte por 20 minutos por não conseguirem colocar a segunda agulha na veia do braço esquerdo. “Ainda não a encontrou?”, perguntou ao funcionário da prisão. Williams morreu 13 minutos depois. Foram 25 anos no corredor da morte. Arrependido, “Tookie” foi indicado seis vezes consecutivas ao prêmio Nobel da Paz por seu trabalho contra a violência e também por seus livros, os quais lhe renderam uma indicação ao Nobel de Literatura. O condenado tentou até mesmo o perdão do governador Arnold Schwarzenegger – quem poderia transformar a execução em prisão perpétua - mas não foi atendido. O “Exterminador do futuro” teria se voltado ao apelo das pesquisas, as quais indicam 68% do eleitorado favorável ao assassinato legalizado. Os defensores de Williams chamaram a execução de “morte patrocinada pelo Estado”.

Nas vésperas das eleições de 2004 Lula enviou 10.657.233 cartas a aposentados e pensionistas para dizer que eles teriam acesso aos empréstimos consignados na folha de benefício. O TCU informa que a conta foi paga pela Previdência, ou seja, nosso dinheiro, caracterizando, segundo o presidente do Contas Abertas, Augusto Carvalho, violação da legislação eleitoral. Isso pelo homem que, no mais puro estado de humildade, se autodenomina a pessoa mais ética “desse País”.

E o nosso vice-presidente, José Alencar, quem diria! Sempre critica os altíssimos juros de Lula-lá, mas o que ele não conta é que sua empresa, a Coteminas, se aproveitou de empréstimos do BNDES com juros subsidiados e taxas muito abaixo dos valores de mercado.

Deve ser por conta de toda a falcatrua descoberta ao longo dos últimos meses no governo(?) petista que nem mesmo os filiados do partido ainda acreditam em sua antes messiânica legenda. É que a campanha para arrecadar R$ 13 milhões em tempos pós-valerioduto, abocanhou pouco mais de R$ 550 mil. Palavras do presidente do partido, Ricardo Berzoini, no lançamento da campanha: “A militância vai responder. O sentimento de que o PT é um patrimônio que não pode ser colocado em risco é muito forte na militância. Conversei com muita gente, mais de 500 pessoas. No máximo três ou quatro manifestaram ceticismo. Os demais ficaram entre a aprovação e o entusiasmo.” Miou. Nem mesmo Lula-lá respondeu. É o “caixa 3” do ceticismo destruindo o patrimônio.

A Folha de S. Paulo noticiou que na prestação de contas da campanha de Lula-lá em 2002, o PT afirmou ter pago R$ 795,7 mil a uma empresa de alimentos e bebidas pela fabricação de faixas e bandeirinhas. O partido da salvação nacional, da ética, do presidente que nunca sabe de nada, apresentou notas fiscais para comprovar o serviço. Mas “a produção deste tipo de material não está prevista no objeto social da companhia”. Viva os laranjas! Sem esquecer que Duda Mendonça, aquele que confessou ter recebido R$ 10 milhões valerianos do caixa 2 bandido no exterior, renovou contrato com a Petrobras por mais um ano.

Quantos brasileiros já tiveram seus sonhos assassinados com o desvio de milhões da corrupção que assola nosso País há décadas? Quantos de nós não seriam indicados ao prêmio Nobel da Paz, da Literatura e a tantos outros prêmios se não fossem os pífios investimentos em educação, pesquisa e extensão no Brasil pós-ditadura, e que nos sentencia ao eterno rótulo de “País emergente”? Quantos brasileiros, no corredor da morte da falta de segurança pública, pedem clemência aos políticos nas ruas, nas favelas, no cárcere do tráfico, nas algemas da miséria, nas cadeias do esquecimento, nos grilhões da fome, da marginalidade e da falta de dignidade humana? Quantos de nós sofrem nas mãos dos “Exterminadores do futuro” que não pensam em nada além das pesquisas que apontam como eles devem agir, o que devem dizer e quais gestos fazer para chegarem ao poder? Quantos de nós não estão perguntando aos que detém o poder político há anos: “Ainda não a encontrou?”, referindo-se à responsabilidade, à ética, à dignidade humana e a vontade de transformar o Brasil em um País de primeiro mundo? Quantos de nós não são condenados desde seu nascimento à “morte patrocinada pelo Estado”?

Stanley “Tookie” Williams, acusado de assassinar quatro pessoas há 26 anos, foi executado pelo Estado da Califórnia com uma injeção letal. Seus executores atrasaram sua morte por 20 minutos por não conseguirem colocar a segunda agulha na veia do braço esquerdo. “Ainda não a encontrou?”, perguntou ao funcionário da prisão. Williams morreu 13 minutos depois. Foram 25 anos no corredor da morte. Arrependido, “Tookie” foi indicado seis vezes consecutivas ao prêmio Nobel da Paz por seu trabalho contra a violência e também por seus livros, os quais lhe renderam uma indicação ao Nobel de Literatura. O condenado tentou até mesmo o perdão do governador Arnold Schwarzenegger – quem poderia transformar a execução em prisão perpétua - mas não foi atendido. O “Exterminador do futuro” teria se voltado ao apelo das pesquisas, as quais indicam 68% do eleitorado favorável ao assassinato legalizado. Os defensores de Williams chamaram a execução de “morte patrocinada pelo Estado”.

Nas vésperas das eleições de 2004 Lula enviou 10.657.233 cartas a aposentados e pensionistas para dizer que eles teriam acesso aos empréstimos consignados na folha de benefício. O TCU informa que a conta foi paga pela Previdência, ou seja, nosso dinheiro, caracterizando, segundo o presidente do Contas Abertas, Augusto Carvalho, violação da legislação eleitoral. Isso pelo homem que, no mais puro estado de humildade, se autodenomina a pessoa mais ética “desse País”.

E o nosso vice-presidente, José Alencar, quem diria! Sempre critica os altíssimos juros de Lula-lá, mas o que ele não conta é que sua empresa, a Coteminas, se aproveitou de empréstimos do BNDES com juros subsidiados e taxas muito abaixo dos valores de mercado.

Deve ser por conta de toda a falcatrua descoberta ao longo dos últimos meses no governo(?) petista que nem mesmo os filiados do partido ainda acreditam em sua antes messiânica legenda. É que a campanha para arrecadar R$ 13 milhões em tempos pós-valerioduto, abocanhou pouco mais de R$ 550 mil. Palavras do presidente do partido, Ricardo Berzoini, no lançamento da campanha: “A militância vai responder. O sentimento de que o PT é um patrimônio que não pode ser colocado em risco é muito forte na militância. Conversei com muita gente, mais de 500 pessoas. No máximo três ou quatro manifestaram ceticismo. Os demais ficaram entre a aprovação e o entusiasmo.” Miou. Nem mesmo Lula-lá respondeu. É o “caixa 3” do ceticismo destruindo o patrimônio.

A Folha de S. Paulo noticiou que na prestação de contas da campanha de Lula-lá em 2002, o PT afirmou ter pago R$ 795,7 mil a uma empresa de alimentos e bebidas pela fabricação de faixas e bandeirinhas. O partido da salvação nacional, da ética, do presidente que nunca sabe de nada, apresentou notas fiscais para comprovar o serviço. Mas “a produção deste tipo de material não está prevista no objeto social da companhia”. Viva os laranjas! Sem esquecer que Duda Mendonça, aquele que confessou ter recebido R$ 10 milhões valerianos do caixa 2 bandido no exterior, renovou contrato com a Petrobras por mais um ano.

Quantos brasileiros já tiveram seus sonhos assassinados com o desvio de milhões da corrupção que assola nosso País há décadas? Quantos de nós não seriam indicados ao prêmio Nobel da Paz, da Literatura e a tantos outros prêmios se não fossem os pífios investimentos em educação, pesquisa e extensão no Brasil pós-ditadura, e que nos sentencia ao eterno rótulo de “País emergente”? Quantos brasileiros, no corredor da morte da falta de segurança pública, pedem clemência aos políticos nas ruas, nas favelas, no cárcere do tráfico, nas algemas da miséria, nas cadeias do esquecimento, nos grilhões da fome, da marginalidade e da falta de dignidade humana? Quantos de nós sofrem nas mãos dos “Exterminadores do futuro” que não pensam em nada além das pesquisas que apontam como eles devem agir, o que devem dizer e quais gestos fazer para chegarem ao poder? Quantos de nós não estão perguntando aos que detém o poder político há anos: “Ainda não a encontrou?”, referindo-se à responsabilidade, à ética, à dignidade humana e a vontade de transformar o Brasil em um País de primeiro mundo? Quantos de nós não são condenados desde seu nascimento à “morte patrocinada pelo Estado”?

André Plácido

André Arruda Plácido nasceu em Pirajuí (SP) e é cidadão português. Reside em Londrina (PR) onde graduou-se em Relações Públicas e Teologia. Em Bauru (SP) concluiu o curso de Jornalismo. Fez especialização em Comunicação e Liderança em Missões Mundiais pelo Haggai Institute em Cingapura. É professor de comunicação, poeta, radialista, cronista e fotógrafo.

Website.: fotologue.jp/andrearrudaplacido
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