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07 Dez 2005

A Colheita dos Semeadores de Vento

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Bispos e padres de esquerda tinham e têm como coisa reprovável ser católico e não apoiar as tropelias das invasões de propriedades e da destruição dos bens alheios.No dia 17 de novembro, o papa Bento XVI recebeu a cúpula da CNBB. Lá estavam o presidente, o vice-presidente e o secretário-geral. Na ocasião, o pontífice manifestou-se inteirado e preocupado com os projetos de liberação do aborto que tramitam no Brasil. É bom lembrar que, no começo deste ano, a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (órgão do governo Lula cuja titular, Nilcéia Freire, tem status de ministra) criou uma comissão tripartite para tratar do assunto. A CNBB quis participar, mas recebeu em resposta um redondo "não". E o anteprojeto encaminhado pelo governo ao Congresso Nacional não apenas libera o aborto. Libera geral, da fecundação à véspera do parto. Essa era a visível preocupação do Papa Bento XVI na reunião do mês passado, em Roma.

O substitutivo ao PL 1135/91, que incorpora as sugestões abortistas da comissão tripartite, é mais uma triste colheita dos semeadores de vento da esquerda católica. A fidelidade dessa porção do clero ao PT, à Teologia da Libertação, ao MST e assemelhados sempre foi maior do que a fidelidade ao Papa, ao Magistério e à Doutrina Social da Igreja. E não me venham dizer que não, porque sei muito bem do que estou tratando, como testemunha, leitor do que escrevem e vítima de sua maledicência.

Bispos e padres de esquerda tinham e têm como coisa reprovável ser católico e não apoiar as tropelias das invasões de propriedades e da destruição dos bens alheios. Consideravam e consideram incompatível o cristianismo com qualquer concepção não socialista e não coletivista da sociedade. Para eles, a filiação a um partido mais ou menos comunista constituía e constitui o melhor dos sacramentos, e a tal filiação atribuem valor superior ao de qualquer outra via de participação na vida da Igreja. Durante décadas confundiram amor aos pobres com ódio aos ricos. Plantaram Lula, PT, esquerda e socialismo. Foram disciplinados companheiros de viagem. Hoje, colhem escândalos, rejeição, CPIs e propostas de liberação do aborto.

Não sei quais serão os efeitos do que está acontecendo no país sobre a conduta dessa facção do clero. Mas não presumo que tenham aprendido coisa alguma com as cotidianas lições dos últimos três anos. Tendo a crer que, depois de semearem ventos que não conheciam na política e na economia, devem estar atribuindo a desgraçada colheita a algum tipo de transgenia ocorrida na lavoura. Não, não os imagino revendo prioridades ou batendo no próprio peito.
No dia 17 de novembro, o papa Bento XVI recebeu a cúpula da CNBB. Lá estavam o presidente, o vice-presidente e o secretário-geral. Na ocasião, o pontífice manifestou-se inteirado e preocupado com os projetos de liberação do aborto que tramitam no Brasil. É bom lembrar que, no começo deste ano, a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (órgão do governo Lula cuja titular, Nilcéia Freire, tem status de ministra) criou uma comissão tripartite para tratar do assunto. A CNBB quis participar, mas recebeu em resposta um redondo "não". E o anteprojeto encaminhado pelo governo ao Congresso Nacional não apenas libera o aborto. Libera geral, da fecundação à véspera do parto. Essa era a visível preocupação do Papa Bento XVI na reunião do mês passado, em Roma.

O substitutivo ao PL 1135/91, que incorpora as sugestões abortistas da comissão tripartite, é mais uma triste colheita dos semeadores de vento da esquerda católica. A fidelidade dessa porção do clero ao PT, à Teologia da Libertação, ao MST e assemelhados sempre foi maior do que a fidelidade ao Papa, ao Magistério e à Doutrina Social da Igreja. E não me venham dizer que não, porque sei muito bem do que estou tratando, como testemunha, leitor do que escrevem e vítima de sua maledicência.

Bispos e padres de esquerda tinham e têm como coisa reprovável ser católico e não apoiar as tropelias das invasões de propriedades e da destruição dos bens alheios. Consideravam e consideram incompatível o cristianismo com qualquer concepção não socialista e não coletivista da sociedade. Para eles, a filiação a um partido mais ou menos comunista constituía e constitui o melhor dos sacramentos, e a tal filiação atribuem valor superior ao de qualquer outra via de participação na vida da Igreja. Durante décadas confundiram amor aos pobres com ódio aos ricos. Plantaram Lula, PT, esquerda e socialismo. Foram disciplinados companheiros de viagem. Hoje, colhem escândalos, rejeição, CPIs e propostas de liberação do aborto.

Não sei quais serão os efeitos do que está acontecendo no país sobre a conduta dessa facção do clero. Mas não presumo que tenham aprendido coisa alguma com as cotidianas lições dos últimos três anos. Tendo a crer que, depois de semearem ventos que não conheciam na política e na economia, devem estar atribuindo a desgraçada colheita a algum tipo de transgenia ocorrida na lavoura. Não, não os imagino revendo prioridades ou batendo no próprio peito.
Percival Puggina

O Prof. Percival Puggina formou-se em arquitetura pela UFRGS em 1968 e atuou durante 17 anos como técnico e coordenador de projetos do grupo Montreal Engenharia e da Internacional de Engenharia AS. Em 1985 começou a se dedicar a atividades políticas. Preocupado com questões doutrinárias, criou e preside, desde 1996, a Fundação Tarso Dutra de Estudos Políticos e Administração Pública, órgão do PP/RS. Faz parte do diretório metropolitano do partido, de cuja executiva é 1º Vice-presidente, e é membro do diretório e da executiva estadual do PP e integra o diretório nacional.

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