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24 Nov 2005

O Sucesso de Hong Kong

Escrito por 
Uma análise sobre a economia de Hong Kong é mais que suficiente para derrubar uma infinidade de mitos divulgados pela esquerda protecionista e estatolatra.

"A autoridade tem que enfrentar a alternativa: ou aceita o mercado e suas leis como são, ou tenta substituir a economia de mercado por um sistema sem mercado, ou seja, pelo socialismo." (Mises)

Uma análise sobre a economia de Hong Kong é mais que suficiente para derrubar uma infinidade de mitos divulgados pela esquerda protecionista e estatolatra. O país é realmente um caso de expressivo sucesso da free market economy, desmentindo uma por uma das falácias tidas como dogmas por certas pessoas. Entender o que permitiu que esse pequeno país se tornasse rico é fundamental para mudarmos a mentalidade do nosso povo.

Em primeiro lugar, Hong Kong é totalmente pobre em termos de recursos naturais. Praticamente inexiste agricultura lá, tendo os alimentos que serem importados. O país não produz sequer um barril de petróleo. De cara, vemos que não há necessidade de recursos naturais para ser rico. O fator genético do povo não poderia explicar o sucesso também, posto que quase todos são chineses, e a China é paupérrima. O homem acaba sendo um produto do meio, e é o modelo de Hong Kong que faz toda a diferença no final.

Esse modelo é baseado em uma forte liberdade econômica, sendo Hong Kong o líder no ranking do Heritage Foundation, que mede justamente o grau de liberdade das economias. O país é praticamente duty free, não existindo cotas ou políticas de anti-dumping. Licenças são requeridas para poucos produtos apenas, e a autorização costuma ser muito rápida. A intervenção estatal na economia é praticamente nula, e os gastos públicos giram em torno de 10% do Produto Interno Bruto. O governo de Hong Kong é um dos mais receptivos do mundo em termos de investimentos externos, sem discriminar entre investidores estrangeiros ou locais. Virtualmente, não existem restrições ao capital estrangeiro e ao controle de propriedades e empresas. Não existem controles para a repatriação de lucros. Os bancos são independentes do governo, e quase não existem restrições para os bancos estrangeiros. Não existe salário mínimo para os trabalhadores locais, e o mercado costuma ser livre para acordos entre patrões e empregados. O governo garante o direito de propriedade privada, e exige o cumprimento dos contratos. As regulações governamentais são poucas, e aplicadas de maneira uniforme. A burocracia é ínfima, e abrir ou fechar uma empresa é tarefa relativamente simples, que leva menos de uma semana. O sistema legal é baseado no common law inglês, bastante objetivo.

A economia de Hong Kong é absurdamente aberta, e as exportações são maiores que o próprio PIB. Mesmo antes do país ser devolvido pela Inglaterra a China, em 1997, o comércio com esta era bastante elevado. A China responde por cerca de 40% tanto das importações como das exportações. O setor de serviços corresponde a mais de 88% do PIB, enquanto a participação da agricultura é praticamente nula. Trata-se de uma nação na terceira onda, pelo conceito de Alvin Toffler.

De forma resumida, foi este modelo, altamente liberal e com intervenção estatal bastante limitada, que garantiu o sucesso desse país com quase 7 milhões de habitantes. A taxa de mortalidade infantil, por exemplo, é de apenas 2,97 para cada mil nascimentos, uma das menores do mundo. A expectativa de vida está em 81,5 anos. Praticamente não há analfabetos. O PIB cresceu 5% ao ano de 1989 a 1997. Em 2004 cresceu 8%. A inflação oscila abaixo de 3% por anos. O desemprego está abaixo de 6%. Em 2003, cerca da metade da população já tinha acesso à Internet, e existem mais celulares que habitantes. A renda per capita, medida pela paridade de poder de compra, estava em torno de US$34 mil em 2004. Hong Kong é um dos países mais ricos do mundo, por habitante!

Tudo isso sem milagres, sem recursos naturais, sem governo impondo muitas regras ou intervindo na economia. Não há a mentalidade paternalista lá, mas sim um forte individualismo, e enorme respeito pela meritocracia do mercado. Não há políticos tomando quase metade da riqueza produzida pelo setor privado em nome da "justiça social". Não há a crença de que burocratas irão proteger os trabalhadores e os consumidores da "exploração" do capital ou das multinacionais. Não existem "conquistas" trabalhistas empurradas na marra pela caneta estatal, mas sim bons salários pela alta produtividade do capital humano, com ampla liberdade de atuação. Hong Kong possui uma das economias mais livres do mundo, e não por acaso, é um exemplo de sucesso. Exemplo esse que deveria ser seguido, mas que desperta pânico nos burocratas, políticos populistas e pseudos-intelectuais socialistas, que acabam enganando os leigos por interesses pérfidos. A ignorância não é uma bênção! O povo perde, pois teria muito a aprender com o sucesso de Hong Kong.

"A autoridade tem que enfrentar a alternativa: ou aceita o mercado e suas leis como são, ou tenta substituir a economia de mercado por um sistema sem mercado, ou seja, pelo socialismo." (Mises)

Uma análise sobre a economia de Hong Kong é mais que suficiente para derrubar uma infinidade de mitos divulgados pela esquerda protecionista e estatolatra. O país é realmente um caso de expressivo sucesso da free market economy, desmentindo uma por uma das falácias tidas como dogmas por certas pessoas. Entender o que permitiu que esse pequeno país se tornasse rico é fundamental para mudarmos a mentalidade do nosso povo.

Em primeiro lugar, Hong Kong é totalmente pobre em termos de recursos naturais. Praticamente inexiste agricultura lá, tendo os alimentos que serem importados. O país não produz sequer um barril de petróleo. De cara, vemos que não há necessidade de recursos naturais para ser rico. O fator genético do povo não poderia explicar o sucesso também, posto que quase todos são chineses, e a China é paupérrima. O homem acaba sendo um produto do meio, e é o modelo de Hong Kong que faz toda a diferença no final.

Esse modelo é baseado em uma forte liberdade econômica, sendo Hong Kong o líder no ranking do Heritage Foundation, que mede justamente o grau de liberdade das economias. O país é praticamente duty free, não existindo cotas ou políticas de anti-dumping. Licenças são requeridas para poucos produtos apenas, e a autorização costuma ser muito rápida. A intervenção estatal na economia é praticamente nula, e os gastos públicos giram em torno de 10% do Produto Interno Bruto. O governo de Hong Kong é um dos mais receptivos do mundo em termos de investimentos externos, sem discriminar entre investidores estrangeiros ou locais. Virtualmente, não existem restrições ao capital estrangeiro e ao controle de propriedades e empresas. Não existem controles para a repatriação de lucros. Os bancos são independentes do governo, e quase não existem restrições para os bancos estrangeiros. Não existe salário mínimo para os trabalhadores locais, e o mercado costuma ser livre para acordos entre patrões e empregados. O governo garante o direito de propriedade privada, e exige o cumprimento dos contratos. As regulações governamentais são poucas, e aplicadas de maneira uniforme. A burocracia é ínfima, e abrir ou fechar uma empresa é tarefa relativamente simples, que leva menos de uma semana. O sistema legal é baseado no common law inglês, bastante objetivo.

A economia de Hong Kong é absurdamente aberta, e as exportações são maiores que o próprio PIB. Mesmo antes do país ser devolvido pela Inglaterra a China, em 1997, o comércio com esta era bastante elevado. A China responde por cerca de 40% tanto das importações como das exportações. O setor de serviços corresponde a mais de 88% do PIB, enquanto a participação da agricultura é praticamente nula. Trata-se de uma nação na terceira onda, pelo conceito de Alvin Toffler.

De forma resumida, foi este modelo, altamente liberal e com intervenção estatal bastante limitada, que garantiu o sucesso desse país com quase 7 milhões de habitantes. A taxa de mortalidade infantil, por exemplo, é de apenas 2,97 para cada mil nascimentos, uma das menores do mundo. A expectativa de vida está em 81,5 anos. Praticamente não há analfabetos. O PIB cresceu 5% ao ano de 1989 a 1997. Em 2004 cresceu 8%. A inflação oscila abaixo de 3% por anos. O desemprego está abaixo de 6%. Em 2003, cerca da metade da população já tinha acesso à Internet, e existem mais celulares que habitantes. A renda per capita, medida pela paridade de poder de compra, estava em torno de US$34 mil em 2004. Hong Kong é um dos países mais ricos do mundo, por habitante!

Tudo isso sem milagres, sem recursos naturais, sem governo impondo muitas regras ou intervindo na economia. Não há a mentalidade paternalista lá, mas sim um forte individualismo, e enorme respeito pela meritocracia do mercado. Não há políticos tomando quase metade da riqueza produzida pelo setor privado em nome da "justiça social". Não há a crença de que burocratas irão proteger os trabalhadores e os consumidores da "exploração" do capital ou das multinacionais. Não existem "conquistas" trabalhistas empurradas na marra pela caneta estatal, mas sim bons salários pela alta produtividade do capital humano, com ampla liberdade de atuação. Hong Kong possui uma das economias mais livres do mundo, e não por acaso, é um exemplo de sucesso. Exemplo esse que deveria ser seguido, mas que desperta pânico nos burocratas, políticos populistas e pseudos-intelectuais socialistas, que acabam enganando os leigos por interesses pérfidos. A ignorância não é uma bênção! O povo perde, pois teria muito a aprender com o sucesso de Hong Kong.

Rodrigo Constantino

Rodrigo Constantino é economista formado pela PUC-RJ, com MBA de Finanças pelo IBMEC. Trabalha desde 1997 no mercado financeiro, como analista de empresas e administrador de portfolio. É autor do livro "Prisioneiros da Liberdade", da editora Soler.

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