Sex04162021

Last updateDom, 01 Set 2013 9am

23 Out 2005

Surto Psicótico Depressivo?

Escrito por 
O que ocorreu na área política está bem nítido ainda em todas as retinas. Quem diz que o mensalão não existiu imaginava, talvez, que ele correspondesse a um pagamento todo santo dia 30, com contracheque e crédito em conta.Está dado o tom à militância: afirmem aos quatro ventos e em todos os microfones, que "nada foi provado". O que existe, ensina a cartilha, é uma pressão das elites contrariadas com a nova "lógica" implantada pelo governo petista, que afronta os "interesses do grande capital". Os critérios "republicanos" do governo Lula desagradam aqueles que durante 500 anos "privatizaram" o país. Ufa! Conseguem dizer tudo isso, com ar grave e com vários adjetivos que conferem eloqüência ao discurso. É um mantra, bem ensaiadinho, trazido na ponta da língua.

Então vejamos se é assim mesmo. O governo Lula se apresenta como o pai dos pobres, mas é a mãe dos banqueiros. O Brasil ponteia, com vários corpos de vantagem, o páreo da taxa de juros entre os países planeta. A agiotagem aqui oficializada eleva a remuneração capital a níveis mais do que estratosféricos. Eles são galáticos. A esquerda da CNBB repreende o governo exatamente pela desatenção aos despossuídos, cujo zelo seus prelados imaginavam ser a mola propulsora do petismo socialmente ascendente. Pergunte aos aposentados e aos aposentandos sobre os malefícios que lhes produziu a Reforma Previdenciária do governo Lula. E, depois, indaguem aos nababos da pátria o que pensam sobre a condução petista desse e de outros assuntos da economia. Ao FMI sequer precisam interrogar porque ele se antecipa em mensagens de louvor ao governo brasileiro, gerador de um superávit primário bem maior do que o Fundo exige e quitador antecipado das parcelas da nossa dívida.

Lula se elegeu com dois terços dos votos, subiu a rampa como Jesus entrou em Jerusalém. Aprovou no Congresso tudo que quis. Enrolou-se no maior escândalo da história nacional e mantém um índice de aprovação pessoal invejável para quem se aproxima do fim do governo. Em 34 meses não corrigiu nada do que herdou errado e não apresenta benefício que não tenha recebido como herança ou que não haja lhe caído no colo a partir do ciclo de crescimento da economia mundial (devido, aliás, a uma integração que o PT sempre condenou).

O que ocorreu na área política está bem nítido ainda em todas as retinas. Quem diz que o mensalão não existiu imaginava, talvez, que ele correspondesse a um pagamento todo santo dia 30, com contracheque e crédito em conta. Convenhamos. Quase duas dezenas de deputados foram pegos na boca do caixa. Dezenas de outros receberam dos deputados Waldemar Costa Neto, José Janene e Roberto Jefferson (aos quais foram concedidos valores milionários, que alegam haver repassado, mas se recusam a dizer a quem). Dinheiro mal-havido circulou pelo país em malas, maletas e cuecas. O presidente confessou a existência e o uso do caixa dois. Pediu desculpas à nação. Renunciou todo o comando do partido do presidente. Caiu seu chefe da Casa Civil. Tombaram dirigentes de poderosas estatais. Uma dúzia de deputados está denunciada à Comissão de Ética. Meia dúzia renunciou ao mandato. E nada foi provado? Então Brasília foi acometida de um pavoroso surto psicótico depressivo
Está dado o tom à militância: afirmem aos quatro ventos e em todos os microfones, que "nada foi provado". O que existe, ensina a cartilha, é uma pressão das elites contrariadas com a nova "lógica" implantada pelo governo petista, que afronta os "interesses do grande capital". Os critérios "republicanos" do governo Lula desagradam aqueles que durante 500 anos "privatizaram" o país. Ufa! Conseguem dizer tudo isso, com ar grave e com vários adjetivos que conferem eloqüência ao discurso. É um mantra, bem ensaiadinho, trazido na ponta da língua.

Então vejamos se é assim mesmo. O governo Lula se apresenta como o pai dos pobres, mas é a mãe dos banqueiros. O Brasil ponteia, com vários corpos de vantagem, o páreo da taxa de juros entre os países planeta. A agiotagem aqui oficializada eleva a remuneração capital a níveis mais do que estratosféricos. Eles são galáticos. A esquerda da CNBB repreende o governo exatamente pela desatenção aos despossuídos, cujo zelo seus prelados imaginavam ser a mola propulsora do petismo socialmente ascendente. Pergunte aos aposentados e aos aposentandos sobre os malefícios que lhes produziu a Reforma Previdenciária do governo Lula. E, depois, indaguem aos nababos da pátria o que pensam sobre a condução petista desse e de outros assuntos da economia. Ao FMI sequer precisam interrogar porque ele se antecipa em mensagens de louvor ao governo brasileiro, gerador de um superávit primário bem maior do que o Fundo exige e quitador antecipado das parcelas da nossa dívida.

Lula se elegeu com dois terços dos votos, subiu a rampa como Jesus entrou em Jerusalém. Aprovou no Congresso tudo que quis. Enrolou-se no maior escândalo da história nacional e mantém um índice de aprovação pessoal invejável para quem se aproxima do fim do governo. Em 34 meses não corrigiu nada do que herdou errado e não apresenta benefício que não tenha recebido como herança ou que não haja lhe caído no colo a partir do ciclo de crescimento da economia mundial (devido, aliás, a uma integração que o PT sempre condenou).

O que ocorreu na área política está bem nítido ainda em todas as retinas. Quem diz que o mensalão não existiu imaginava, talvez, que ele correspondesse a um pagamento todo santo dia 30, com contracheque e crédito em conta. Convenhamos. Quase duas dezenas de deputados foram pegos na boca do caixa. Dezenas de outros receberam dos deputados Waldemar Costa Neto, José Janene e Roberto Jefferson (aos quais foram concedidos valores milionários, que alegam haver repassado, mas se recusam a dizer a quem). Dinheiro mal-havido circulou pelo país em malas, maletas e cuecas. O presidente confessou a existência e o uso do caixa dois. Pediu desculpas à nação. Renunciou todo o comando do partido do presidente. Caiu seu chefe da Casa Civil. Tombaram dirigentes de poderosas estatais. Uma dúzia de deputados está denunciada à Comissão de Ética. Meia dúzia renunciou ao mandato. E nada foi provado? Então Brasília foi acometida de um pavoroso surto psicótico depressivo
Percival Puggina

O Prof. Percival Puggina formou-se em arquitetura pela UFRGS em 1968 e atuou durante 17 anos como técnico e coordenador de projetos do grupo Montreal Engenharia e da Internacional de Engenharia AS. Em 1985 começou a se dedicar a atividades políticas. Preocupado com questões doutrinárias, criou e preside, desde 1996, a Fundação Tarso Dutra de Estudos Políticos e Administração Pública, órgão do PP/RS. Faz parte do diretório metropolitano do partido, de cuja executiva é 1º Vice-presidente, e é membro do diretório e da executiva estadual do PP e integra o diretório nacional.

  • Copyright © 2007. www.rplib.com.br . Todos os direitos reservados.

    Republicação ou redistribuição do conteúdo do site RPLIB é permitido desde que citada a fonte. O site RPLIB não se responsabiliza por opiniões, informações, dados e conceitos emitidos em artigos e colunas assinados e nos textos em que é citada a fonte.